Bahia Alerta

busca

  • 22/05/13 | 21:37

    Boatos viraram rotina na política brasileira

    Foto: Agência Brasil

    Foto: Agência Brasil

    Não seria nenhuma surpresa, se a Polícia Federal descobrisse que o ninho dos boatos sobre a suspensão do Programa Bolsa Família residisse no mesmo lugar de onde surgiram os rumores sobre a opinião da então candidata petista Dilma Rousseff em relação ao aborto. Gato escaldado tem medo de água fria, recorda o ditador popular. A reação da ministra dos Direitos Humanos, Maria do Rosário, portanto, é justificável. Afinal de contas, em 2010, circulou por templos religiosas de todo o país declarações falsas da candidata a presidência do PT sobre uma série de temas, a exemplo da afirmação de que “nem Jesus Cristo” tiraria a vitória dela. Dilma, porém, nunca disse esta frase.

    Aliás, coube ao vice na chapa do ex-governador José Serra o papel de iniciar a onda de boatos contra a candidatura petista. O desconhecido deputado carioca Índio da Costa lançou em rede nacional uma pergunta no mínimo mal intencionada. “Uma pergunta que não foi respondida pela Dilma, e ela tem que esclarecer: o PT tem ou não tem ligação com as Farc?”, provocou e completou em seguida: “Qual é a opinião da Dilma sobre isso? Veja só: o PT e as Farc; as Farc e o narcotráfico; o narcotráfico e o Rio de Janeiro, com o Comando Vermelho demonstrando indícios muito claros de relacionamento com a guerrilha. Será que ela acha que tem algum problema nesta relação?”, jogou o barro na parede.

    O resultado das urnas mostrou que não colou, mas, a prática revela uma característica danosa para a política brasileira. Em 2002, o candidato tucano José Serra usou a  atriz Regina Duarte para insinuar um clima de instabilidade econômica no país com a vitória eminente do ex-metalúrgico Luiz Inácio Lula da Silva. Em 1989, a campanha do caçador de marajás, Fernando Collor de Mello, trouxe para a arena eleitoral uma declaração íntima da ex-namorada do candidato petista, Miriam Cordeiro, que revelou para os holofotes tupiniquins a gravidez indesejada de Luriam, filha de Lula.

    Ainda no PMDB, em 1985, o ex-presidente e então senador Fernando Henrique Cardoso figurava entre os favoritos para ganhar as eleições da capital paulista contra o anistiado Jânio Quadros. Não é segredo para ninguém a posição favorável do ex-presidente em relação a liberação da maconha, bem como, o seu ateísmo. Houve, no entanto, um rumor ventilado pelo próprio Jânio Quadros sobre o perigo dos paulistas elegerem FHC e este, sendo eleito, “colocar maconha na merenda das crianças”.

    Em 2012, nas eleições da capital baiana, dois boatos repercutiram negativamente para as duas principais candidaturas em disputa. De um lado, o rumor de que o deputado federal ACM Neto (DEM) iria terminar com o Bolsa Família. Do outro, o vínculo do deputado federal Nelson Pelegrino com o episódio do Mensalão. Ambos, exemplos de uma conduta cada vez mais comum nas disputas eleitorais.

    A antecipação do embate entre governo e oposição está explícito. Infelizmente, apesar da filosofa alemã, Hannan Arendt, ensinar que a guerra é a negação da política, neste contexto, política é guerra e, como diz o provérbio, “em tempos de guerra, mentiras por mar, mentiras por terra” e o sentimento de quem “prefere sofrer no poder do que ficar longe dele”.

  • 20/05/13 | 15:27

    E se fossem médicos arianos?

    Foto: Lucio Bernardo Jr.

    Foto: Lucio Bernardo Jr.

    Se o governo brasileiro tivesse optado pelo ingresso de médicos europeus ou estadunidenses, talvez, o furdunço não fosse tão indigesto para a classe média tupiniquim. E o causador da polêmica é o ministro da saúde e pré-candidato ao governo de São Paulo, Alexandre Padilha. Padilhando inventou de cogitar a chance remota de incentivar o ingresso de médicos de outros países no Brasil. Ao todo, 6 mil médicos estrangeiros. Pior: inclusive, médicos cubanos. Aliás, “a escória da medicina no mundo”, como diria o presidente da Associação Médica Brasileira, Florentino Cardoso, a versão verde e amarela do senador americano Joseph McCarthy.

    O terror vermelho assombra os consultórios médicos do país. Mas, se não bastassem os comentários jocosos sobre o regime cubano e a influência comunista sobre o Brasil, a histérica reação dos jalecos brancos revela ainda um ranço do pensamento racista do médico Nina Rodriguez. Não é um romance do baiano Jorge Amado, mas, a frase do presidente dos médicos brasileiros cairia como uma luva ao personagem Luiz Batista do livro Tenda dos Milagres. Anticomunista, o professor Luiz Batista considerava o protagonista Pedro Archanjo “um negro bêbado e patife”. Ele faz alusão a Marx, Lênin, Mao-Tse-Tung e Fidel, personalidades políticas vinculadas ao Partido Comunista, tal como Florentino Cardoso condena Alexandre Padilha, Aloízio Mercadante e Antônio Patriota de abrirem as portas do Brasil para “a escória”.

    É como se a Associação Médica Brasileira tivesse a missão ariana de não permitir que as massas de negros e mestiços cubanos possam interferir nos destinos do país. “A civilização ariana está representada no Brasil por uma fraca minoria da raça branca a quem ficou o encargo de defende-la”, diria Nina Rodriguez. Não é, portanto, uma reação meramente xenofóbica, mas, principalmente, racista e ideológica.

    O mais curioso deste comportamento contra a invasão dos “comedores de criancinhas” de Fidel Castro tem como pano de fundo a arrogância de um segmento em crise ética. Cada vez mais registros profissionais de médicos brasileiros são cassados. Um caso emblemático ocorreu recentemente (fevereiro) no Mato Grosso. O médico psiquiatra Ubiratan de Magalhães Barbalho, investigado por vender atestados médicos falsos, teve o registro profissional cassado pelo Conselho Regional de Medicina de Mato Grosso.

    O médico foi alvo de ação civil pública por ato de improbidade administrativa proposta pelo Ministério Público Estadual (MPE) em fevereiro do ano passado. Já em outubro de 2010, ele foi flagrado pelo Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) vendendo atestado médico falso. No início de 2011, o Conselho Regional de Medicina (CRM) passou a mão pela cabeça do psiquiatra e determinou a interdição cautelar do médico. No entanto, ele recorreu ao Conselho Federal de Medicina (CFM) e exerceu a profissão livremente até fevereiro deste ano.

    Não é mais uma questão somente da seara da saúde. A publicidade da vinda de médicos estrangeiros para o Brasil mostrou mais uma vez a faceta violenta, fascista e ignorante da classe média brasileira denunciada pela filosofa Marilene Chauí. O fato ainda em curso põe o governo – frente a frente – com o seu principal opositor. Fica o exemplo do jornalista Edward R. Murrow, que selou o destino do macartismo com um sereno “boa noite e boa sorte”.

  • 04/04/13 | 19:52

    “Domingo é meia” no metrô de Salvador

    Foto: Neilton Sales

    O prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM) ainda não conseguiu enviar um e-mail do tablet dele para o Ipad do governador Jaques Wagner (PT) sobre os ajustes necessários para superar o impasse do metrô.

    “Embora haja tanto desencontro pela vida”, como diria o poetinha, já passou dos limites as sucessivas reuniões adiadas entre o governador Jaques Wagner (PT) e o prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM) para ajustar os termos sobre o impasse do metrô da capital baiana. Pela terceira vez consecutiva o encontro entre os dois é adiado. Nesta quinta-feira, às 13h30, a reunião prevista para acontecer hoje (4) na Governadoria foi cancelada.

    Não bastasse o drama de virar uma das piadas prontas de qualquer  stand-up comedy no Brasil, o “autorama” de Salvador vai incluir na lista dos humoristas brasileiros mais uma anedota. Afinal de contas, o “metrô”, como também é chamado por técnicos – além do menor, mais lento e caro do mundo – também ingressa no livro dos recordes como o assunto mais adiado entre um governador e um prefeito no país das obras fora do prazo. Está certo também que o assunto não é um dos mais fáceis para digerir.

    Ao longo de pelo menos uma década, mais de R$ 1 bilhão foram gastos pelas construtoras Gutierrez, Camargo Corrêa, Norberto Odebrecht, OAS, Queiroz Galvão e Constran. Todos tiraram uma lasquinha da impontualidade tupiniquim. O projeto inicial previa 41 quilômetros, só que o investimento foi todo  consumido no primeiro trecho, que deveria ser de 12 quilômetros, mas foi reduzido à metade. Sem dúvida, um assunto bastante espinhoso. Afinal de contas, após tantos bilhões, Wagner promete investir mais R$4,3 bilhões e subsidiar parte da tarifa do metrô. O metrô de Salvador começou a ser construído no ano 2000 e deveria ter ficado pronto em 2003.

    Em tempos de meia-passagem de ônibus aos domingos, bem como, propostas que cobram a extensão do programa para o sistema ferry-boat, seria um devaneio negociar desde já a meia-passagem aos domingos no metrô? No ritmo das prioridades do governador e do prefeito para sentar e resolver as pendências de uma transferência de operação, sim.

  • 07/03/13 | 22:07

    Exclusivo: Dilma preferiria se Wagner saísse candidato ao Senado

    balão-deu-na-telha2

    Apesar da promessa de sair candidato a deputado federal em 2014 para arrastar as demais candidaturas do partido e da base aliada até a Câmara Federal, o governador Jaques Wagner estaria sendo pressionado pela presidenta Dilma Rousseff a sair candidato ao Senado. O próprio governador teria confessado para um membro do primeiro escalão do governo as repetidas investidas da presidenta com o objetivo de convencê-lo da tese de que se ocupasse a vaga deixada pelo senador João Durval (PDT) nas próximas eleições, certamente, Wagner seria o nome dela para presidir o Congresso Nacional.

    Se, por um lado, o galanteio da presidenta envaideceria qualquer um, por outro, Wagner tem um pepino do tamanho da base aliada. Afinal de contas, dificilmente, partidos mais robustos, como o PP, de João Leão e Mário Negromonte, o PSD, do vice-governador Otto Alencar, o PSB, da senadora Lídice da Mata, e o próprio PDT, do presidente da Assembleia , Marcelo Nilo, seriam os primeiros da fila a espernear contra a probabilidade do partido do governador pleitear outra vaga na chamada chapa majoritária. O mais provável seria ceder para um dos quatro partidos listados a cabeça da chapa.

  • 06/03/13 | 20:18

    A bola da vez é Geddel Vieira Lima

    dilma e geddel

    Pelo jeito, a saída de Geddel Vieira Lima do governo federal será mais rápida do que soletrar “vice-presidência da pessoa jurídica da Caixa Econômica Federal”. E informações subterrâneas do Palácio do Planalto, realmente, confirmam as notas do colunista Lauro Jardim. Não é Michel Temer, Eliseu Padilha, Henrique Eduardo Alves, nem tão pouco Moreira Franco os algozes do primeiro secretário nacional do partido. A pressão vêm do gabinete ao lado da Presidência da República, que acende a luz amarela para um flerte entre o PMDB e o DEM na Bahia. O último, por sinal, sob a batuta do prefeito de Salvador, ACM Neto, que acena também para um partido da base aliada do governo federal, o PTB de Benito Gama.

    A auscultada fusão entre o PTB e o DEM, porém, não vem sendo avaliada seriamente em Brasília. Por outro lado, o alinhamento entre o DEM e o PMDB na Bahia é visto com temeridade para os planos do atual vice-presidente Michel Temer.

     

  • 02/03/13 | 22:01

    Gabrielli, cabra marcado para morrer pela oposição

    DEU NA TELHA - GABRIELLI

    O ‘cabra’ marcado (pela oposição) para morrer na praia da sucessão estadual é o secretário de Planejamento da Bahia, José Sérgio Gabrielli. O petista vem sendo alvejado por todos os deputados oposicionistas do estado. E poucos, erguem as mãos para defender o partidário. Aparentemente, a arrotada “solidariedade socialista” entre os petistas perdeu a validade ou a inchada bancada de governo não é páreo para meia dúzia de oposicionistas na Assembleia.
    O encontro organizado pela bancada de oposição há alguns dias, que reuniu Antônio Imbassahy (PSDB), Lúcio Vieira Lima (PMDB), Elmar Nascimento (PR), Paulo Azi (DEM), entre outros, fatiou Gabrielli para servir de bandeja aos concorrentes dentro e fora do PT. O brainstorm de idéias dos oposicionistas, teve Gabrielli para todas as raças e credos. De um lado, o sósia na Assembleia do prefeito ACM Neto (DEM), o deputado estadual Bruno Reis (PRP) resolveu atacar as complicações encontradas por fornecedores do estado para acessar o Sistema de Planejamento, Contabilidade e Finanças da Bahia (Fiplan). Por outro, o prato principal: a Ponte Salvador-Itaparica, cirurgicamente repartida por cada parlamentar. Luciano Simões, Leur Lomanto Jr, Carlos Gaban, Sandro Régis. Faltou para quem quis, de uma ponte que nem saiu do papel.

  • 28/02/13 | 17:49

    Quem descobriu o Brasil???

    Arte: Neilton Sales

    Arte: Neilton Sales

    Não, não. A nau petista não descobriu o Brasil. Talvez, por isso, as cores do país não sejam vermelha e branca. Até 2002, ou seja, 502 anos depois de Pedro Álvares Cabral despir as terras de Iracema e Peri para o velho mundo, “a nossa pátria mãe tão distraída, sem perceber que era subtraída”, como diria o poeta dos olhos azuis, Chico Buarque, “dormia”. E, apesar da inveja do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB), os consecutivos governos petistas estão há anos luz de um sepultamento. Sem eira, nem beira, a oposição troca os pés pelas mãos, especialmente, o PSDB.

    Com a precipitada candidatura de Aécio Neves, ocorreu o que é natural para quem esteve no poder por oito anos sem acenar para a renovação dos seus quadros partidários. Bastou o presidente da sigla, Sérgio Guerra, pisar fora do círculo paulista para os senadores Álvaro Dias e Alysio Nunes Ferreira, na prática, colocarem o jarro chinês de volta para o seu canto no Palácio dos Bandeirantes. Afinal de contas, quem vive de passado é museu.

    De volta aos holofotes após uma longa temporada escondido, Fernando Henrique Cardoso retorna para negar a enorme discrepância entre os governos tucanos e os 10 consecutivos anos de governos petistas no poder executivo. Faz apoteótico esforço intelectual para defender o republicanismo, mas, cai no abismo de quem violou a Constituição a fim de reeleger-se, mediante o suborno de parlamentares. A emenda da reeleição é uma página constrangedora da vida republicana. FHC despreza a inteligência alheia. Talvez, incorra mais uma vez no descuido do banqueiro Cacciola, que pôde fugir para a Itália e pela força das circunstâncias acabou sendo preso. Por hora, Lula, com todos os seus acertos, erros e defeitos, será lembrado como o sertanejo que entrou para a história, arrombando-a com o próprio peito. Ao contrário, FHC convive diariamente com a arrogância eurocêntrica de quem chamou o seu próprio povo de “caipira” e os aposentados de “vagabundos”. Se Dilma herdou algo de FHC é  a prerrogativa também usada pelo ex-presidente Lula de reeleição. Sem perceber, o senador mineiro Aécio Neves (PSDB) é encaixotado para responder a vaidade do ex-presidente, apesar do senador Álvaro Dias alertar: “A população não está ainda interessada no processo eleitoral de 2014″, ao considerar prematura a candidatura de Aécio.

     

  • 07/02/13 | 17:20

    Primeiro comando da capital

    balão deu na telha HENRIQUE ALVES

    A casa caiu – literalmente – no colo do PMDB. Se por um lado, o partido nunca governou o país de direito, de fato, por outro lado, governa há décadas o Estado de dentro das trincheiras do parlamento. A dobradinha entre Renan Calheiros (Senado) e Henrique Eduardo Alves (Câmara) é um claro aviso para quem flerta com o PSB, principalmente, em 2014. Se alguém cogitou um terceiro comando, a exemplo do governador de Pernambuco, Eduardo Campos, pode tirar o cavalinho da chuva. Em 2014, o PT pode governar, mas, quem continua reinando no Congresso Nacional é o partido do vice-presidente, Michel Temer.

    O primeiro comando da capital federal é liberar geral as emendas parlamentares. Com crise ou sem crise, a ministra de Relações Institucionais, Ideli Salvati, pode adiantar o passo para bater na porta do Palácio do Planalto. A presidente Dilma Rousseff vai abrir a carteira, doa há quem doer. E, claro, vai doer no orçamento. Afinal de contas, o calo é mais “embaixo”. O calo está nas eleições de cada parlamentar.

    balão deu na telha JULIO DELGADO

    “Henriquinho”, como é carinhosamente ou ironicamente chamado o infalível deputado de 11 mandatos consecutivos, Henrique Eduardo Alves para os menos íntimos, a exemplo do deputado Júlio Delgado (PSB/MG), promete aprovar o caráter impositivo das emendas parlamentares. Aí, meu irmão, é churrasco na laje dos deputados. Hoje, as emendas parlamentares são autorizativas, ou seja, o governo pode ou não liberar as verbas para a execução de obras ou benfeitorias direcionadas pelos seus proponentes – os deputados – nas suas respectivas bases eleitorais. Aí, “cumpadre”, é trem desgovernado. Sem romantismo, sem negociação, sem preliminares, sem audiência com a presidenta, sem sala de cafezinho. É tudo nosso, aliás, deles.

    balão deu na telha HENRIQUE ALVES 2

  • 05/02/13 | 11:25

    Fura o olho de João Henrique

    Fura o Olho de João ACM Neto

    O ex-prefeito de Salvador, João Henrique (PP), por duas vezes conduzido pelo povo para o Palácio Thomé de Souza, precisa correr – urgentemente – para uma loja de ótica comprar um óculos à prova de balas. O líder do PCdoB na Câmara de Vereadores, Everaldo Augusto, sugeriu no início desta semana, que o novo chefe do executivo, o pequenino ACM Neto (DEM), furasse o olho de João Henrique. “A prefeitura tem um rombo de 450 milhões, deixado pela gestão anterior. Em seu pronunciamento na Câmara, ACM Neto sequer mostrou intenção para investigar esse rombo; nem para buscar novas fontes de financiamento de projetos municipais, e muito menos para a ampliação da base de receita da prefeitura”, justificou Everaldo.

    Além da diferença enorme de altura, o vereador comunista precisa compreender que o gestor municipal terá que superar – pelo menos – 15 vereadores “neutros” na Câmara de Vereadores até alcançar o andar de cima de João Henrique para furá-lo. Para a empreitada, Neto também necessita pedir o apoio – difícil – dos demais 12 vereadores de oposição, além de cortar na própria carne. Afinal de contas, a atual gestão manteve uma série de aliados políticos do ex-prefeito nesta administração, a exemplo do secretário de Educação, João Carlos Bacelar. Mas, como diria o próprio vereador “furador” de olhos alheios. “Pelo jeito, depois de oito anos de abandono, vamos ter mais do mesmo. A cidade não aguenta mais isso”.

  • 02/02/13 | 13:56

    Por isso não provoque…

    Rosa choque

    Não é só a primeira-dama dos Estados Unidos, Michele Obama, que chama a atenção no mundo político da moda. Pois é, Dilma Rousseff, isso mesmo, a nossa Angela Merkel, entrou no hall dos “estilistas do PSDB”, como diz a jornalista Cynara Menezes, da Carta Capital, que “na falta de uma crise no setor elétrico”, resolveu protocolar (acreditem) uma representação na Procuradoria-Geral da República para contestar a cor do terno que a presidenta Dilma Rousseff usou no pronunciamento em cadeia de rádio e televisão realizado para anunciar o corte nas tarifas de luz.

    O argumento é no mínimo semiótico, digno de Décio Pignatari. “A presidenta Dilma usou roupas vermelhas no pronunciamento oficial em uma clara referência às roupas vermelhas utilizadas na campanha de 2010 e nos programas partidários, fazendo alusão à cor do seu partido, o PT”, acusa o documento.

    Mas, a roupa não era vermelha, mas, “rosa chiclete ping-pong”, como brincou o cabeleireiro da presidenta, Celso Kamura. Vá lá, digamos que seja cor goiaba.

Deu na Telha da Bahia

Sócrates Santana é jornalista e cientista político. Em 10 anos de jornalismo, foi repórter de publicações e assessor de imprensa de diversas autoridades públicas da Bahia. No Deu Telha, o leitor vai saborear com bom humor e perspicácia a mistura da linguagem HQ com imagens exclusivas de prefeitos, deputados, senadores, governadores e da Presidência da República. Ou como diria o fotógrafo Manu Dias: notícias, boatos e fofocas dos bastidores da política baiana.

publicidade

Deu na Telha da Bahia

Rua Francisco Drumond, 41 - CEP. 42.800-000 / Camaçari - Bahia - Brasil Tel. +55 71 3192 - 5420